sábado, 14 de junho de 2008

POR AÍ! AS AVENTURAS DE UM ESTUDANTE DE TURISMO EM SALVADOR - PARTE II

Por: Tiago Chagas(graduando do curso de turismo, em campanha para conhecer os museus de Salvador)

Aqui estou de novo para relatar a 2ª parte do Por Aí em Salvador. Conforme o prometido, fui conhecer mais alguns museus da lista na sexta-feira e desta vez mexeram um pouco mais no meu bolso... ninguém merece, já estava duro!!!!

Bom, mas deixaremos as lamentações financeiras para depois, vamos ao que interessa:
Fundação Pierre Verger: Uma Galeria na rua da Misericórdia que exibe algumas fotos do fotógrafo francês viajante. Vale a pena conhecer um pouco do seu trabalho e sua vida, além do mais, é de graça!

Museu da Ordem Terceira do São Francisco: Um lugar muito interessante, com um ossuário, Obras de arte sacra, uma sala com várias imagens de santos, o altar, a sala das pratarias e um espaço para eventos que custa R$ 6.000,00 voltada para realizar casamentos. Neste local eu tive que chorar muito para pagar apenas 1,50 eles alegam não ter desconto para estudantes.
De passagem me bati com o Museu Tempostal (postais e fotos antigas da Bahia), mas não pude entrar, estava fechado para reforma.

Fundação Casa de Jorge Amado: Exibe a vida e obra de J. A. e é de graça.

Museu das Portas do Carmo: Hoje é o Museu da Gastronomia, fica no prédio do Restaurante do SENAC. É interessante porque temos um museu que divulga ingredientes e elementos da culinária baiana e sua relação com a África e está incorporado à antiga Porta do Carmo, quando a cidade era murada e protegida no período colonial. Totalmente gratuito. Vejam e confiram.

Descendo a ladeira do Pelô, passei em frente à Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos que estava aberta e, que nem um cachorro, eu entrei. Lá dentro um senhor já ia me cobrando R$ 2,00, aí tive que jogar o meu velho discurso do estudante de Turismo etc e tal, então ele me falou: "Pode entrar, mas se assinar o livro de visitas você paga". Claro que não me importaria com uma assinatura a mais ou a menos da família Chagas por Salvador.

Casa do Benin: Lá você encontrará artefatos vindo do Golfo de Benin, África, em 3 pavimento. É totalmente gratuito e serve para conhecermos um pouco dos nossos traços com a Mãe África.

Subindo a Ladeira do Carmo, passei pela galeria do Centro Gemológico da Bahia, que exibe as pedras preciosas encontradas aqui na Bahia.

Fui atrás dos Museus da Ordem Terceira do Carmo e do Museu do Convento do Carmo, mas, infelizmente, estavam fechados para reformas. E na descida subi as escadarias a Igreja do Passo e conheci a casa onde Castro Alves viveu com a sua família e hoje vive uma outra família. Detalhe: não entrei, fiquei observando do lado de fora; há uma placa do Governo informando.

Retornando passei pelo Museu da Cidade, onde nunca esperava encontrar aquele acervo. Obras de artistas de renome baiano Rescala, Presciliano Silva, Tati Moreno e Caribé, e há também a cadeira que pertenceu a Mãe Menininha do Gantois e muitas outras peças. Custa R$ 1,00, mas com o velho papo de estudante, paga-se R$ 0,50. Ô tenho que economizar... paciência...

MUSEU ERÓTICO: Localizado no GGB, eles possuem 2.200 esculturas de vários países e aguardam o espaço prometido pelo Governo da Bahia para expor todas as peças. Vocês darão muitas risadas. Conheçam!!! Totalmente grátis.

MUSEU UDO KNOFF: Expõe peças do ceramista alemão UDO KNOFF, cerâmicas e azulejos da sua coleção e de amigos. Há uma exposição dos 459 anos da cidade do Salvador. Também é grátis.

Museu Eugênio Teixeira de Leal/Memorial do Banco Econômico: Conta a história do dinheiro e abriga uma biblioteca sobre a história social, econômica, política e cultural da Bahia. Totalmente grátis e interessante, mas a guia não estava muito bem preparada para atender o visitante, ela errou detalhes da história do Brasil, e se queixou de setores administrativos do Museu, agora vejam se eu tenho algo a ver com isso???!!!! Só não vou dizer que ela é estudante de Turismo, isso eu não digo nem sob tortura.

Saindo do Pelourinho, passei no Museu da Santa Casa da Misericórdia, "misericórdia mermo" me cobraram R$ 2,50 para conhecer metade do museu porque a outra metade estava em reforma. Aconselho vocês conhecerem após a reforma.
Eram 16:30 e, para não perder tempo, peguei o buzú e segui para o Campo Grande e de cara fui logo ao Museu do Palácio da Aclamação, a antiga residência dos governadores da Bahia. Só digo uma coisa: conheçam! Não paga nada tem um guia muito competente e é um ótimo passeio para o fim de tarde.

De lá, fui na paleta para o Museu Geológico da Bahia, rochas, fósseis, pedras preciosas e uma sala que aborda o petróleo. Um ótimo passeio para ser feito em família e não paga nada.
Ao lado, está o MAB (Museu de Arte da Bahia) cara, saí de lá às 18:30 correndo para pegar aula. É muita coisa para conhecer, vá com tempo disponível e com dinheiro para pagar a facada na entrada R$ 2,50 meia. Você ainda conhece a exposição temporária dos 200 anos da família Real no Brasil, a exposição Madeiras do Brasil e as obras de Debret, o artista francês que mais retratou o país no período colonial

E por aqui finalizo a parte 2 dos Museus de Salvador, não concluí-los, mas ampliei os meus conhecimentos sobre a minha cidade, 1 ª capital do país, e acho que é um dever de todos conhecer a sua casa, para assim ter o que falar de você na terra dos outros.

Atentem-se para o fato que expressei a minha opinião nesta pesquisa e os valores representados refere-se à metade do valor cobrado nos museus.

Dica: para economizar alguns museus como o MAB e Museu da Cidade são gratuitos às quintas-feiras.

Já disse saiam da casa de vocês, conheçam o entorno, pessoas, a história.


A gente se vê Por Aí.



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